Aniversário
- Diego Carlos Zanella
- 3 de set. de 2025
- 1 min de leitura
Hoje completo mais uma volta ao redor do Sol.
Não é só um número no calendário: é a caligrafia do tempo, escrevendo em mim com tinta de rotina, assombro e silêncio. Estou aprendendo que crescer é ir trocando pressa por presença, barulho por escuta, certezas por curiosidade. E que a felicidade, quando chega, gosta de entrar pela porta dos hábitos.
Vivo pela vida comum, pelas amizades que me sustentam, pelos livros que me atravessam e pelas perguntas que ainda me movem.
“A gente não faz aniversários. Os aniversários é que vão fazendo a gente”, disse Luis Fernando Veríssimo (1936-2025).
Penso nisso e sorrio: talvez a idade seja menos um peso e mais um ritmo, como quem aprende a dançar com o próprio passo, mesmo quando a música muda.
Tomo a frase como espelho: cada ano me escreve um pouco, apaga outro tanto, e o que fica é a chance de seguir aprendendo a ser.
Coleciono pequenos milagres: conversas que salvam o dia, cafés que aquecem intenções, páginas que abrem janelas. Entre chegadas e partidas, vou entendendo que celebrar é agradecer a travessia e aceitar o inacabado.
Se vier bolo, que as velas teimosas me ensinem paciência. Se vier o vento, que sopre novas perguntas. Feliz aniversário para quem sigo me tornando.


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