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Publicações

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A bioética de V. R. Potter:
conceitos, usos e significado

Esta coletânea reúne ensaios de diversos estudiosos que exploram a bioética sob a perspectiva de Van Rensselaer Potter, um dos pioneiros do campo. A bioética de V. R. Potter: conceitos, usos e significado leva o leitor a uma jornada fascinante desde as origens do termo “bioética” até suas variadas aplicações modernas em um contexto globalizado e interdisciplinar. O livro examina em detalhes como a bioética pode ser uma ferramenta essencial e vital para resolver problemas éticos complexos em áreas cruciais como a saúde, o meio ambiente e a pesquisa científica. Destinada a acadêmicos, profissionais e estudantes de diversas disciplinas, esta obra oferece uma análise crítica e abrangente sobre como os princípios bioéticos desenvolvidos por Potter continuam a influenciar, moldar e enriquecer as discussões éticas no mundo contemporâneo.

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Os pioneiros da bioética

Organizado originalmente por Giovanni Russo e traduzido para o português por Diego Carlos Zanella, o conjunto da obra destaca o valor duradouro das reflexões bioéticas diante de dilemas que atravessam a saúde, a ciência e o meio ambiente.

Este livro apresenta as ideias fundadoras de um dos campos mais decisivos da contemporaneidade: a bioética. Reunindo textos de nomes como Van Rensselaer Potter, Edmund D. Pellegrino, Warren Thomas Reich, Hugo Tristram Engelhardt Jr., Tom L. Beauchamp, Daniel Callahan e Robert M. Veatch, a obra traça um panorama completo das origens e desdobramentos dessa área fundamental.

A obra percorre desde a dimensão médica da bioética até seus vínculos com ecologia, autonomia individual e responsabilidade social, permitindo ao leitor compreender a amplitude e profundidade dos dilemas contemporâneos.

História da bioética no Brasil

A bioética produzida no Brasil é bastante abrangente, no entanto a maioria dos trabalhos publicados trata dos conflitos morais que se referem aos aspectos bioéticos da saúde pública. Assim, identifica-se nestas publicações a prioridade do princípio da justiça, com uma clara vinculação entre ética e política, e vínculos como o Movimento Sanitarista. Essa bioética “feita no Brasil” assume para si algumas das reivindicações da saúde pública, como a universalização dos serviços de saúde e a alocação dos recursos em saúde, e incorpora outros aspectos relacionados à dimensão socioeconômica e à qualidade de vida. “De fato, embora a bioética no Brasil exista desde os anos 1990, seus produtos não são suficientemente conhecidos nem as verdadeiras razões deste desconhecimento”. Dessa forma, é nesse contexto que o presente trabalho se insere, pois quer conhecer os “produtos” da “bioética feita no Brasil”. O conhecimento de tais produtos permite entender a totalidade complexa em que a bioética foi sendo desenvolvida e produzida no Brasil. Nesse sentido, o presente ensaio está organizado em cinco capítulos que têm a finalidade de apresentar os eventos, os fatos e o contexto a partir dos quais a bioética se desenvolveu e se institucionalizou no Brasil (trecho da Introdução).

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A bioética de V. R. Potter:
50 anos depois

O que diriam os grandes estudiosos se vivessem até o momento em que a sociedade e a comunidade acadêmica reconhecem suas teorias? Já em 1970, Van Rensselaer Potter (1911-2001) tinha uma visão além do óbvio quando (re)criou o conceito de bioética por entender que esta estava mais para “a ciência da sobrevivência” do que para “a ética dos médicos”.

Hoje se vê com clareza que Potter estava certo quando assim a definiu. O que nem sempre esteve claro é a sua visão de que a bioética não nasce nas intervenções médicas que buscam salvar vidas humanas por meio de transplantes, modificação genética e tantas outras “novas” ciências e tecnologias à disposição da medicina. Para Potter, a ciência da sobrevivência vai além das questões éticas médicas, levando em consideração todas as questões biológicas, comunitárias, culturais e relacionais do ser humano na ecologia do mundo natural.

Passados 50 anos da contribuição de Potter, esse livro, organizado por Anor Sganzerla e Diego Carlos Zanella, mais do que reconstrói o seu caminho e reflete sobre o que a bioética significou em meio século de história. Mas busca antever o que ela é chamada a ser no futuro, ciente de sua grande tarefa: tornar nossa conversão não apenas mental ou teórica, mas comprometida e prática.

Anor Sganzerla e Diego Carlos Zanella são doutores em filosofia, membros ativos da Sociedade Brasileira de Bioética e têm se dedicado a pesquisas e ensino de temas como bioética e tecnociência, bioética ambiental e bioética e direitos humanos. Nessa obra, organizam as reflexões de grandes nome da bioética que corroboram com a visão que Van Rensselaer Potter já tinha em 1970 quando afirmou: “A bioética global é proposta como um programa secular de evolução de uma moralidade que demandará decisões na assistência médica e na preservação do ambiente natural. É uma moralidade de responsabilidade. Embora descrita como um programa secular, ela não deve ser confundida com o humanismo secular. A bioética global pode coexistir com o humanismo secular desde que se possa concordar que as leis naturais que governam a biosfera – de fato, o Universo – não vão mudar de acordo com os desejos de indivíduos, governos ou preferências religiosas”.

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Van Rensselaer Potter:
um bioeticista original

Esta obra é inédita na literatura bioética mundial. Composta de artigos de Van Rensselaer Potter e de outros autores brasileiros e estrangeiros, discorre a respeito da bioética potteriana. A arquitetura do livro parte do conhecimento da pessoa e da obra daquele que é considerado um dos “pais da bioética” por cunhar o neologismo “bioethics” (1970). Em seguida, abordam-se sequencialmente, em partes distintas, os conceitos de bioética ponte, global e profunda. Na seção de anexos são transcritos conteúdos de vídeos que Potter, na impossibilidade de comparecer, enviou a três eventos mundiais de bioética no início do terceiro milênio. Em tempos de crise ecológica, que ameaça o futuro da vida no planeta, é muito saudável encarar a perspectiva cósmico-ecológica da bioética deste renomado autor. Nela, bioética e esperança se dão as mãos como garantia do futuro da vida no planeta.

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Bioética global:
construindo a partir do legado de Leopold

O âmbito da bioética é tão abrangente quanto Potter desconfiava em 1971 e maior do que a maioria das pessoas havia imaginado. Quer se concorde ou não com a visão particular que ele nos oferece, será preciso reconhecer que os problemas levantados por Potter são inescapáveis. Ao conceber a bioética como biologia combinada a uma diversidade de conhecimentos humanísticos, formando uma ciência que define um sistema de prioridades médicas e ambientais para uma sobrevivência aceitável, Potter dá uma contribuição rica e importante para o tipo de discussões e investigações que precisamos empreender. Além do neologismo “bioética”, contribui novamente de uma maneira que alcança muito além da particularidade de suas afirmações e propõe um desafio filosófico e moral geral que todos nós teremos de confrontar.

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Bioética:
Ponte para o futuro

Entre os mais citados na literatura sobre bioética, o presente texto tem um valor histórico: introduz o neologismo bioética, destinado a estruturar um grande território interdisciplinar. Na ideia original de Potter, a bioética é uma busca contínua por sabedoria, que vê unidos os esforços do cientista e do eticista, é uma ponte para chegar a um futuro ameaçado pelo progresso científico e tecnológico: uma ponte de dois arcos, biologia e ética. Considerada no passado uma parte das disciplinas clássicas, hoje a ética não pode mais estar separada de uma compreensão realista da ecologia: os valores éticos devem estar relacionados com os fatos biológicos, a sobrevivência do ecossistema total torna-se a prova dos exames de valor. Fruto de mais de trinta anos de pesquisa sobre o câncer, o livro de Potter nasce da necessidade de olhar, para além das paredes do laboratório, todas as causas que põem em risco a sobrevivência da espécie humana. Centrada em tal sobrevivência, a bioética de Potter assume as características de um antropocentrismo esclarecido e que vai na direção de uma “bioética global”, que protege todo o ecossistema. Daí que os principais temas que compõem o enredo do livro são: a relação entre ordem e desordem, o conceito de conhecimento perigoso, o progresso humano, a sobrevivência da espécie humana, a obrigação para o futuro e a necessidade do esforço interdisciplinar. Esses temas se unem em um plano coerente, marcado pelo tema da responsabilidade, da necessidade de equilibrar o uso do conhecimento com a consciência da ignorância dos efeitos de longo prazo: uma ética da vida, da qual Potter advertia a urgência nos anos de 1970 e cuja necessidade é advertida hoje de modo ainda mais urgente.

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O cosmopolitismo kantiano:
do melhoramento dos costumes à instituição da paz

O cosmopolitismo é uma teoria que volta e meia ressurge, mas que na maioria das vezes é expressa em forma adjetivada. No entanto, o cosmopolitismo é um conceito ocidental que representa a necessidade que agentes sociais têm de conceber uma entidade moral, política e cultural, maior do que a sua própria pátria e que engloba todos os seres humanos em escala global. O cosmopolitismo, portanto, pressupõe uma atitude positiva em relação à diferença, um desejo para construir amplas alianças e comunidades globais – iguais e pacíficas – de cidadãos que deveriam ser capazes de comunicar-se e relacionar-se além das fronteiras culturais e sociais formando uma solidariedade universalista. O cosmopolitismo defende a igualdade e a liberdade entre os homens. O cidadão do mundo – o cosmopolita – é uma pessoa que deseja transcender a divisão geopolítica que é inerente às cidadanias locais dos diferentes Estados e países soberanos.

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Ensino, ambiente e cultura:
interfaces na formação docentes

O livro Ensino, Ambiente e Cultura: Interfaces na Formação Docente, segundo volume da coleção Ensino e Educação, é resultado da XVIII Jornada Nacional de Educação e do VI Seminário Interdisciplinar PIBID, evento realizado em 2016 e promovido pelo Centro Universitário Franciscano, Santa Maria, RS. Reuniu pesquisadores, professores do ensino superior e da educação básica, estudantes de licenciaturas e de pós-graduação com a finalidade de dialogar a respeito das interações entre ensino, ambiente e cultura.

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Ensino e profissão docentes:
edição comemorativa aos 25 anos da Jornada Nacional de Educação

A obra, Ensino e Profissão Docente, que apresentamos é decorrência do trabalho coletivo de profissionais envolvidos com o evento em questão. Organizado em três partes, o livro reúne textos inéditos de autores com formação em diferentes áreas, mas com um objetivo em comum:o ensino como meio de promoção humana. A realização da XVII Jornada Nacional de Educação, em setembro de 2014, mar-cou os 25 anos deste evento. Nesta edição, a Jornada agregou também o IV Seminário Interdisciplinar PIBID, com o objetivo de promover a reflexão acerca dos fazeres e desa-fios da profissão docente nos âmbitos da criatividade, identidade e valorização humana, de maneira a articular o diálogo entre os diferentes níveis e modalidades de ensino.

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